Agências que permitiram crise mundial de 2008 cobram de Bolsonaro a extinção da previdência pública no Brasil

Com todas as letras: o mercado financeiro quer extinguir a previdência social no Brasil

A crise mundial de 2008 causou a destruição de mais de 60 milhões de empregos ao redor do mundo. Apenas nos Estados Unidos foram mais de 8 milhões de postos de trabalho que evaporaram. E duas das empresas que permitiram que aquele “crash” acontecesse, as agências de classificação de risco financeiro Moody`s e Fitch, deram declarações, nesta segunda-feira (29), que são praticamente cobranças públicas por uma “reforma da previdência” no Brasil.

Os recados – noticiados pelo Jornal do Brasil – das agências foram dados um dia após a eleição de Jair Bolsonaro (ou Paulo Guedes?) para comandar o Brasil pelos próximos quatro anos.

A Moody’s foi multada em 864 milhões de dólares, em 2017, por fraudes nas notas de risco prévias à eclosão da crise de 2008. A Fitch também foi arrolada nos processos relacionados àquele episódio e em 2016 foi condenada a pagar 1,38 milhão de euros de multa por violar as regras de classificação de risco da União Europeia.

Em todos os textos que o RogerioTomaz.Com escrever sobre este tema serão usadas aspas para se referir a esta reforma. O motivo é simples: o que pretendem realmente os seus defensores é inviabilizar a existência de um sistema de previdência baseado no princípio da solidariedade e da aposentadoria como direito social, com determina a Constituição de 1988. Com todas as letras: o mercado quer extinguir a previdência social no Brasil.

A questão da previdência vem sendo tratada como problema número 1 da nação pela grande mídia e os porta-vozes do mercado financeiro que se revezam nela, mas na realidade trata-se de uma galinha dos ovos de ouro que os capitalistas querem ganhar do Estado brasileiro.

O objetivo real da direita brasileira com a “reforma da previdência” – tentada sem sucesso por Temer e alardeada a todo momento por Bolsonaro e sua equipe – é criar uma nova legislação que indique ao trabalhador que não vale a pena contribuir para o INSS e que a melhor alternativa a isso seria pagar um plano de previdência privado.

Com isso teria início um processo de transferência de centenas de bilhões de reais para os cofres de megafirmas de investimento que controlam os fundos de pensão privados mundo afora. E isso, obviamente, alimentará ainda mais a roleta financeira que garante a existência de empresas como as agências citadas no primeiro parágrafo desse texto.

Por trás disso está também a concepção da “inclusão flexível”, nome pomposo simplificado por Bolsonaro em sua campanha: o trabalhador deve escolher se prefere “menos direitos e emprego ou todos os direitos e desemprego”. Aposentadoria, para o Senhor Mercado, não pode ser considerado um direito.

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